Existe um tipo de pressão silenciosa que ronda a vida de todo ciclista — amador ou profissional. Ela não grita, não chega de uma vez, mas vai se instalando aos poucos. Começa com a sensação de que o tempo está curto demais, que o treino não foi bem encaixado, que a recuperação está sempre pela metade, que o rendimento caiu, que o dia não rendeu. Parece simples: basta organizar melhor a rotina, comer melhor, dormir mais cedo, ajustar a planilha. Mas, na prática, o que se instala é um sentimento de urgência constante. Uma sensação de que sempre está faltando alguma coisa.
Substack é o lar da grande cultura



