Os reis do impossível: Como Pogačar e outros fenômenos transformam o esporte.
Do pódio ao coração dos fãs: a saga épica de atletas como Tadej Pogačar, Michael Phelps, Usain Bolt e Eliud Kipchoge.
Hoje, 17 de julho de 2025, Tadej Pogačar cruzou a linha de chegada na etapa 12 do Tour de France, no topo do Hautacam, com uma vantagem de mais de dois minutos sobre Jonas Vingegaard, seu principal rival. Foi sua terceira vitória de etapa na edição de 2025, a 20ª no Tour, e um momento que o colocou de volta na liderança geral, rumo ao quarto título aos 26 anos. Pogačar não é apenas um ciclista excepcional; ele é um fenômeno, um daqueles atletas raros que transcendem seu esporte, atraindo multidões, inspirando novos praticantes e redefinindo o que é possível. Assim como Michael Phelps dominou as piscinas com 23 medalhas de ouro olímpicas, Usain Bolt eletrificou as pistas com recordes mundiais nos 100m e 200m, e Eliud Kipchoge quebrou barreiras na maratona com sua corrida sub-2 horas, Pogačar está moldando o ciclismo com uma dominância magistral e um carisma que cativa o mundo. Esses atletas não apenas vencem; eles criam narrativas épicas que transformam seus esportes, trazendo novos fãs e elevando o nível de competição.
Imagine a cena em Pequim 2008, quando Phelps nadou os 200m borboleta com óculos cheios d’água, ainda assim vencendo com um tempo de 1:52.03, ou Bolt cruzando a linha dos 100m em 9,58 segundos, sorrindo e posando para as câmeras como se fosse um show. Kipchoge, com sua serenidade quase espiritual, correu a maratona em 1:59:40 em 2019, um feito não oficial, mas que inspirou milhões de corredores amadores. Pogačar, com sua explosividade nas montanhas, como no ataque devastador no Hautacam, ou sua vitória por 9:56 no Giro d’Italia 2024, faz o mesmo pelo ciclismo. Esses momentos não são apenas vitórias; são performances que ficam gravadas na memória, atraindo até quem nunca se interessou por natação, atletismo, corrida ou ciclismo. O poder desses fenômenos está em sua capacidade de transformar esportes de nicho em espetáculos globais, e os números de Pogačar mostram como ele chegou a esse patamar em apenas seis anos.
Quando Pogačar estreou como profissional em 2019, aos 20 anos, pela UAE Team Emirates, poucos imaginavam que ele se tornaria o maior nome do ciclismo tão rápido. Naquele ano, venceu três etapas e a classificação geral da Volta Algarve e um impressionante terceiro lugar na Vuelta a España, mostrando potencial como escalador e contrarrelogista. Em 2020, aos 21 anos, ele chocou o mundo ao vencer o Tour de France, conquistando três etapas, as classificações de montanha e jovem, e encerrando o ano com nove vitórias, totalizando 15 na carreira. Em 2021, defendeu o título do Tour, venceu Liège-Bastogne-Liège e Il Lombardia, acumulando 13 vitórias no ano, 28 na carreira. Mesmo em 2022, quando perdeu o Tour para Vingegaard, venceu 16 corridas, incluindo Il Lombardia, chegando a 44 vitórias. Em 2023, dominou as clássicas, com vitórias no Tour de Flandres, Amstel Gold Race e Il Lombardia, somando 17 vitórias no ano, 61 na carreira. O ano de 2024 foi histórico: Pogačar venceu o Giro d’Italia com seis etapas e uma margem de 9:56, o Tour de France com seis etapas e 6:17 de vantagem, e o Mundial de Estrada, completando a Tríplice Coroa, um feito antes alcançado apenas por Eddy Merckx e Stephen Roche. Foram 25 vitórias no ano, 86 na carreira. Em 2025, até julho, ele já tem 11 vitórias, incluindo o Critérium du Dauphiné, Tour de Flandres, Liège-Bastogne-Liège e três etapas do Tour, totalizando 101 vitórias, 20 delas no Tour.
Esses números mostram um crescimento exponencial. De seis vitórias em 2019 para 25 em 2024, Pogačar aumentou sua taxa de sucesso em 400% em cinco anos, com uma média de 17 vitórias por ano desde 2020, superando até Merckx em seus anos de pico, que tinha 13–15 vitórias anuais. Sua versatilidade é impressionante: venceu 20 etapas no Tour (montanha, contrarrelógio, sprints finais), seis no Giro, nove Monumentos (quatro Il Lombardia, dois Tour de Flandres, três Liège-Bastogne-Liège) e o Mundial. Comparado a Vingegaard, seu maior rival, Pogačar tem uma vantagem acumulada de apenas 1:25 nos últimos quatro Tours (2021–2024), mas sua dominância em 2024 e 2025, como os 3:31 à frente de Vingegaard após a etapa 12, é avassaladora. Essa capacidade de vencer em todos os terrenos, combinada com sua recuperação rápida – como após uma queda no Tour 2025 – o coloca no mesmo patamar de Phelps, Bolt e Kipchoge.
O impacto desses fenômenos vai além das vitórias. Phelps, com suas 28 medalhas olímpicas, 23 de ouro, transformou a natação em um evento global, aumentando a audiência das Olimpíadas em 20% entre 2008 e 2016. Bolt, com seus 8 ouros e recordes nos 100m (9,58s) e 200m (19,19s), trouxe glamour ao atletismo, dobrando o interesse em mercados como EUA e Ásia. Kipchoge, com seus dois ouros olímpicos e a maratona sub-2 horas, inspirou um aumento de 10% nas corridas amadoras globais entre 2015 e 2019. Pogačar está fazendo o mesmo pelo ciclismo. Sua vitória no Tour 2024, com seis etapas, elevou a audiência do evento em 15% na Europa, segundo a UCI, e a série “Unchained” da Netflix, destacando sua rivalidade com Vingegaard, atraiu novos fãs, especialmente nos EUA, onde o ciclismo ainda se recupera do escândalo de Lance Armstrong. Jovens ciclistas, como Oscar Onley, sétimo no Tour 2025, citam Pogačar como inspiração, e sua abordagem agressiva incentiva uma nova geração a treinar com ousadia.
O que torna esses atletas tão especiais? Primeiro, sua dominância cria narrativas épicas. Phelps nadava com uma intensidade quase sobre-humana, vencendo mesmo em condições adversas. Bolt corria com um carisma que tornava o atletismo divertido, dançando e posando para as câmeras. Kipchoge corria com uma calma que transmitia transcendência, como se o esforço fosse secundário. Pogačar ataca nas montanhas com uma explosividade que deixa rivais sem resposta, celebrando vitórias com sorrisos e dedicando triunfos a colegas, como fez com Samuele Privitera após a etapa 12. Esse carisma os torna acessíveis, conectando-os com fãs que veem não apenas atletas, mas histórias de superação. Phelps compartilhava sua luta com a saúde mental, Bolt tornava o atletismo um espetáculo, Kipchoge inspirava com sua filosofia de “não há limites para os seres humanos”, e Pogačar, com apenas 26 anos, exalta entusiasmo, tornando o ciclismo vibrante.
Para treinadores e atletas, esses fenômenos oferecem lições valiosas. A versatilidade de Pogačar, vencendo em montanhas, contrarrelógios e clássicas, mostra que treinos cruzados – subidas, sprints, resistência – são essenciais para ciclistas amadores e profissionais. Sua recuperação rápida, como após quedas, lembra a importância de estratégias como sono, nutrição e massagens, algo que Phelps também priorizava. A mentalidade agressiva de Pogačar, atacando mesmo sob pressão, ecoa a confiança de Bolt e Kipchoge, incentivando atletas a treinar com ousadia e acreditar no próprio potencial. Esses ícones também mostram o valor de inspirar além do esporte. Phelps transformou a natação em um evento de massa, Bolt levou o atletismo a novos públicos, Kipchoge motivou milhões a correr, e Pogačar está trazendo o ciclismo de volta ao centro do palco global.
Enquanto Pogačar pedala rumo ao que pode ser seu quarto título no Tour, ele não apenas compete; ele faz história. Sua vitória no Hautacam, após uma queda no dia anterior, é um testemunho de resiliência e talento. Como Phelps, Bolt e Kipchoge, ele é mais do que um campeão – é um fenômeno que redefine o ciclismo, atrai novos fãs e inspira atletas a sonhar alto. Para nós, treinadores e ciclistas, a lição é clara: combine preparação rigorosa, recuperação estratégica e uma mentalidade ousada para alcançar o topo. E para os fãs, Pogačar é um presente, um ciclista que nos lembra por que amamos pedalar. Vamos continuar acompanhando, torcendo e pedalando juntos rumo ao próximo pódio!
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