No texto anterior, questionei uma ideia que parece cada vez mais popular no treinamento: a de que devemos simplesmente confiar nas nossas sensações. Não porque a percepção seja pouco importante, mas porque existe uma diferença entre sentir alguma coisa e saber exatamente o que aquilo significa. Um atleta pode estar cansado e interpretar errado o motivo. Pode sentir uma sessão muito difícil quando, fisiologicamente, aquele estímulo está dentro do esperado. Pode estar motivado, sentir-se extraordinariamente bem e, ainda assim, estar acumulando uma fadiga que os números ajudam a revelar. A sensação é uma fonte de informação, mas não é uma sentença. E talvez essa ressalva seja necessária, mas existe um outro lado da história.
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