Existe uma crença bastante confortável no treinamento de endurance: a de que níveis mais baixos de lactato em intensidades submáximas representam, automaticamente, uma melhora no condicionamento metabólico. É uma ideia sedutora. Ela oferece uma leitura simples para um sistema complexo. O lactato diminui, logo o atleta evoluiu. O problema é que o corpo raramente funciona de maneira tão direta — e, no ciclismo, essa simplificação tem levado a conclusões erradas, decisões equivocadas e, em muitos casos, atletas confusos com a própria performance.
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