Quando pedalar não é sobre o melhor a fazer, mas sobre o possível.
Por que o desempenho real do ciclista não mora no ideal, mas na capacidade de se adaptar à complexidade do movimento?
Existe uma ideia persistente no universo do desempenho: a de que existe uma forma "ideal" de agir, de mover, de performar. No ciclismo, essa ideia aparece em conversas sobre a cadência perfeita, o gesto mais eficiente, a postura mais aerodinâmica. Mas e se, em vez de perseguirmos o ótimo, estivermos ignorando algo essencial? E se o verdadeiro desempenho não estiver em um ponto ideal, mas na nossa capacidade de responder ao mundo em constante mudança?



