Uma maneira bastante confortável de estabelecer objetivos: escolher alguma coisa que queremos alcançar e, em seguida, perguntar o que precisamos fazer para chegar lá. O problema é que essa lógica pressupõe que o objetivo possa ser encaixado dentro da vida que já temos. Continuamos vivendo praticamente da mesma maneira, mantendo os mesmos hábitos, tomando as mesmas decisões e apenas acrescentando algumas tarefas ao cotidiano. No ciclismo, isso aparece com frequência. O ciclista decide que quer melhorar o desempenho e acrescenta um treino. Quer ganhar resistência e acrescenta horas, melhorar a força e acrescenta musculação, recuperar melhor e compra outro dispositivo, controlar a intensidade e acrescenta mais uma métrica. Aos poucos, o objetivo se transforma em uma lista de coisas a fazer, mas existe uma pergunta muito mais interessante: e se uma meta realmente importante não coubesse na sua vida atual?
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